Reflexão sobre a TECNOLOGIA E A JUVENTUDE ATUAL baseada no Filme O CÍRCULO, em cartaz nos cinemas.

Finalmente consegui ir ao cinema com meu esposo, com mérito no desafio da administração do papel materno e profissional. Ufa! E acreditem… me surpreendi com o Filme O CÍRCULO. Este retrata a dinâmica de uma famosa empresa do ramo da Internet e como esta interfere na vida privada das pessoas.

Bom, para uma psicóloga, que lida diariamente com jovens, pais e frequentes angústias, posso afirmar que foi um prato cheio para criatividade e reflexões. Assim, gostaria de ser prática e estimular vocês a pensarem no papel da tecnologia em nossas vidas.

Para viabilizar tal análise, refleti sobre o meu “perfil tecnológico” e cheguei à conclusão que sou prática, com conhecimento básico, reservada, com expectativas de curtidas, comentários e compartilhamentos de informações quando realizo exposições nas redes sociais, mas com referências pessoais internas sem me tornar tão vulnerável à conteúdos externos. Isso é mérito de muito trabalho terapêutico durante uma vida.

Acho importante estimular essa análise em vocês, caso se interessem!

No filme, claramente identificado pela Psicologia, fica claro que o perfil do jovem atual é de muita eficiência e capacidade, argumentativo, imediatista, competitivo, artificial, viciado em trabalho, com referências no mundo externo para fortalecer seu mundo interno (de opiniões e posicionamentos), são reféns de curtidas e comentários, aguardam sempre aprovações de fora! Que angústia essa… que leva claramente à infelicidade e até distúrbios emocionais sérios, ainda mais em jovens que estão construindo sua personalidade.

A tecnologia viabiliza ganhos e se trata de uma grande conquista! Imagino nossos jovens exercendo ações como uma aranha, que tece sua teia, que estabelece redes e faz contatos. Fantástico! Só precisamos tomar cuidado para não entrarem num emaranhado e perderem seus propósitos e finalidades, e nem de se tornarem reféns de sua própria teia.

E para finalizar repito um questionamento muito bem feito pela própria personagem principal do filme: o que na vida com a internet se torna público e privado? Quais as consequências disso na vida das pessoas?

Essa claramente é uma fonte geradora de angústias! Portanto, oriento sempre meus pacientes a pensarem em seus papéis de atuação na vida, ou seja, como profissionais, de pais, amigos, filhos, etc. Assim, quando contextualizamos podemos selecionar a intensidade e a finalidade da internet/tecnologia na rotina de cada um. O grande desafio é separar, com muito cuidado e rigidez, os limites entre esses papéis/áreas para que não seja inundado algum espaço de modo inadequado ou desnecessário.

“Ado, ado, ado, cada um no seu quadrado!”

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