Juliana Buchatsky Kruglensky - Equilíbrio Psicológico

A angústia do divórcio e a preocupação com os filhos

No domingo 16/10/2016, o portal UOL publicou uma matéria sobre a guarda compartilhada e como ainda é um tabu no Judiciário Brasileiro.

Guarda compartilhada é um tema colocado em pauta frequentemente no consultório. E quando aparece, vem inundado de dúvidas e angústias. Sabe-se que não se trata de uma decisão fácil e que dúvidas e conflitos acompanham este processo.

Por isso, listei 10 dicas para ter uma postura adequada na hora de falar com o(s) filho(s):

1- Apenas informe os filhos após a certeza do fato

2- Para passar a notícia tenha em mente: “quanto menos é mais!”, ou seja, quanto menos expor, mais protegido os pais e os filhos estarão

3- Linguagem objetiva, nomeando os papéis sociais: “Papai (mamãe) será sempre seu (sua) papai (mamãe) e o amor por você (filho) está garantido e protegido. A mudança é que papai e mamãe não se amam mais como casal, mas amam você como filho”

4- Vale a pena abrir espaço para um bate-papo aberto com os filhos solicitando que dividam seus medos e fantasias

5- Mesmo sentindo angústia da mudança enquanto adulto, busque passar segurança para os filhos sobre o novo planejamento e hipótese de mudança de espaço, rotina. Diga que é novidade para todos e que juntos construírão essa nova fase, cada um no seu papel e no seu espaço

6- Não faça mudanças em tantos departamentos ao mesmo tempo! A separação é do casal, não da escola, dos amigos, dos parentes. Mantenha o conforto para os filhos daquilo que está funcionando de modo saudável e equilibrado

7- Busque manter uma relação de pai e mãe com comunicação e troca. O pior de tudo é estar em uma rivalidade e fazer do filho a bola do jogo, como uma competição

8- Nada de leva e traz! Não faça do filho um pombo correio. O proteja de desconfortos evitando levar conteúdo de um ou do outro

9- Tenha certeza que criança é uma esponja, um radar. Caso não seja dito abertamente e pontualmente sobre o conflito, eles identificam e se angustiam, com dificuldade de nomear o que é

10- Algo muito comum e eficiente é buscar orientação de um psicólogo para que se sinta fortalecido no posicionamento com os filhos

Apesar da angústia, posso afirmar que passa! Busque se fortalecer e se abastecer de informações e acolhimento afetivo. Um dia de cada vez…

Como psicóloga infantil vejo o quanto é necessário esse espaço para a criança se expor e trazer suas preocupações. Assim como para seus responsáveis a terapia se faz extremamente eficiente e fortalecedora. Conte sempre conosco!

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